Passou voando

Esquisita a sensação de que o tempo mesmo sem parar, passe rápido demais. É óbvio que os minutos nunca param e todo presente é um futuro passado. Mas ainda assim, mesmo quando tudo parece ser o mesmo todo dia, quando vemos já é novembro.

Passou rápido, né? Vemos panetones nos corredores de supermercado.

Ao mesmo tempo em que olhamos pra trás e a sensação é de que ainda estamos em março. Pelo menos pra mim, às vezes é.

Sim, são ~tempos sem precedentes. Nunca vivemos uma pandemia global antes. Estamos assustades. Eu estou assustada. 

E mesmo andando, seguindo, continuando a construir as coisas que me propus enquanto ando nesta Terra, me sinto ali. Esperando os primeiros quinze dias acabarem. Nove meses depois.

Nessa reflexão, me pego dizendo: claro, afinal você teve e tem o privilégio de se proteger em casa. Fácil ter medo de um mundo que outras pessoas são obrigadas a enfrentar. 

É complexo. Sentimentos são genuínos e reaprendo a acreditar que os meus também são válidos toda segunda feira de manhã, quando faço terapia.

Terapia é um privilégio também, né? 

Sigo esperando (não sei muito bem o quê).


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